Localizado em uma das extremidades da baía de
Camamu, está o Município de Maraú, com origem na aldeia indígena mayrabus, a
Vila de São Sebastião do Maraú, fundada pelos capuchinhos italiano, em 1761,
mais tarde, denominada de Maraú, foi elevada a categoria de cidade em 30 de
março de 1938.
No patrimônio
histórico, além dos belos casarões coloniais, destaca-se a Capela de Nossa
Senhora da Conceição, datada de 1817, situada no topo de uma falésia, de costas
para o estuário.
O município de Maraú é um exemplo típico das
cidades coloniais brasileiras, construídas sobre elevações, que tinham como
objetivo dominar uma grande extensão do oceano e território, dificultando sua
tomada pelos inimigos. Edificada em dois níveis: cidade alta, sede do poder
civil e religioso, onde encontra-se a Igreja Matriz de São Sebastião, do século
XVIII, e cidade baixa, onde estão o porto e o mercado.
Na segunda
metade do século XIX, o Reino Unido ganhou uma concorrência para instalar, às
margens do Rio Maraú, a usina John Grant (que virou "João Branco" na
linguagem popular local), com todos os requisitos de uma refinaria de
querosene, onde a Companhia Internacional de Maraú fabricava velas de
espermacete, sabão, ácido sulfúrico e papel encerado para acondicionar alimentos.
A usina custou
600 mil libras à Coroa Inglesa, empregou 500 operários e tinha até uma estrada
de ferro interna, por onde rodavam duas locomotivas. Hoje, na localidade de
João Branco, ainda restam as ruínas da fábrica e os trilhos da ferrovia.
O funcionamento
dessa usina fez surgir até o chamado "dinheiro de Maraú". É que, a
pretexto das dificuldades de troca, a Companhia Internacional de Maraú vinha
imprimindo em Londres dinheiro circulante (os vales-cédulas), que era uma
manobra para obtenção de lucro fácil, pois essas cédulas se estragavam ou eram
perdidas e não voltavam a ser resgatadas. Só depois de uns 30 anos, em 1920, é
que o Ministério da Fazenda brasileira pôs fim a essa prática do "
dinheiro de Maraú". Hoje, os vales-cédulas remanescentes viraram peças
valiosas, que se encontram com colecionadores e que valem centenas de vezes os
valores impressos.
O aparecimento
da lua cheia desperta curiosidades em Maraú. É quando aparece o
"lobisônio". Dizem que, nessas noites, um velho e solitário se
transforma em um "lobisônio" que não mata galinhas, não mata ninguém
e, na verdade, ninguém tem certeza de que foi visto. Pero que los hay, los hay.
Maraú
possui um potencial natural com verdadeiros santuários ecológicos tropicais, em
dezenas de quilômetro de praias primitivas, piscinas, arrecifes de corais,
coqueiros, cachoeiras e maguezais. E nestas últimas décadas vêm investindo no
turismo como fonte econômica, podendo-se encontrar no município uma rede
hoteleira com 476 leitos, e Campo de Pouso, em Campinho. Os povoados se
caracterizam pelas atividades da pesca e da construção artesanal de
embarcações.
Manifestações culturais
·
Mandú
·
Comcubí
·
Caipora
·
Mascarados.
·
Terno de
Almas
·
Terno da
Borboleta
·
Catirina
·
Filarmônica
Festas
Religiosas
·
Festa de São
Sebastião (Padroeiro da cidade de Maraú)
·
Procissão do
Encontro
·
Festa de
Santo Antônio (Padroeiro do povoado de Barra Grande e Sapinho)
·
Festa de São
Pedro.
·
Festa de Bom Jesus da Lapa (Padroeiro do
povoado do Tanque)
·
Festa de
Santa Luzia (Padroeira do povoado de Saquaíra)
·
Festa de
Nossa Senhora da Conceição (Padroeira da cidade de Maraú e do povoado de
Ibiaçu)
·
Festa de São
Judas Tadeu (Padroeiro do povoado de Campinho).








